quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Acupuntura alivia dores causadas por disfunção na mandíbula

O tratamento das dores causadas pelas Disfunções Temporomandibulares (DTM) ganhou uma nova aliada. A pesquisadora Ana Campana, da Faculdade de Odontologia da USP (FO-USP), conseguiu identificar que sessões de acupuntura podem aliviar as dores nos pacientes com a síndrome logo no primeiro contato com a terapia. Responsável por incômodas dores de cabeça e ouvido, sensações de pressão atrás dos olhos e zumbidos, a DTM pode atingir a maior parte da população mundial.
Um ponto e uma síndrome. Foi partindo desses dois elementos que Ana, mestre em Odontologia pela FO, decidiu estudar a acupuntura dentro de sua área. A técnica chinesa, já reconhecida pelo Ministério da Saúde por seu poder terapêutico, é amplamente utilizada na Medicina, mas tem pouca visibilidade entre os cirurgiões-dentistas brasileiros. "Na USP toda só tem uma professora com cadeira em Odontologia sobre acupuntura", fala a pesquisadora que, interessada pela resposta da terapia, quis estudar como ela funcionaria atuando em um único ponto, no combate às dores vindas da DTM.
A disfunção estudada pela pesquisadora é uma alteração no funcionamento da articulação responsável pelo movimento de abrir e fechar a boca, e vários são os motivos que podem provocá-la, como o ato de ranger os dentes, por exemplo.


Eficácia comprovada
A técnica consiste na aplicação de agulhas em pontos específicos com potencial de ativar substâncias no cérebro que combatem a dor. "É como se você conseguisse chegar no cérebro da pessoa e mostrasse para ele que essa dor não está trazendo benefícios", explica Ana. Analisando 56 pacientes que apresentavam dores nos músculos da face causadas pela DTM, a pesquisadora aplicou o método no lado direito dos rostos de seus pacientes, no ponto denominado Estômago 7 (E7).
Medindo a evolução da dor das pessoas agulhadas no término da sessão com os parâmetros Limiar de Dor a Pressão (LDP) e Escala Visual Analógica (EVA), Ana verificou que ambos os indicadores mostraram uma notável redução da dor nos pacientes e que o método era comprovadamente eficaz, surtindo efeito mesmo naqueles que diziam não acreditar na sua eficiência.
Observou-se que, independentemente da crença nas agulhas, todos os pacientes que foram submetidos ao método tiveram uma redução de mais de 40% da dor após a sessão, e que o agulhamento no lado direito resultou em melhora também quando aplicado no lado esquerdo, ou seja, em oposição ao foco da dor. Segundo a mestre, como a acupuntura tem um resultado sistêmico, ainda que o lado agulhado não seja aquele que provoca a dor no paciente, o efeito da técnica mantém-se o mesmo.
Utilidade pública
A dentista defende que a implantação do sistema de acupuntura no setor público de Odontologia é uma questão de utilidade pública. Componente do Conselho Regional de Odontologia, a pesquisadora explica que o Conselho Federal da área precisa outorgar essa necessidade para que o profissional do ramo possa entrar no setor público como especialista em acupuntura.
"O paciente poderia sair do posto de saúde com parte do problema resolvido", ressalta a dentista que acredita que o uso da acupuntura aliado aos tratamentos tradicionais diminuiria a necessidade de analgésicos.
Por Jessica Bernardo - jessicabmarcelino@gmail.com
Edição Ano: 48 - Número: 50 - Publicada em: 16/06/2015
Fonte: Faculdade de Odontologia - USP

quarta-feira, 22 de julho de 2015

MEDICINA ALTERNATIVA

Tratamento das varizes pela MTC

Varizes ou veias varicosas são veias dilatadas, alongadas e tortuosas. Além de serem prejudiciais à estética, as varizes podem causar dor, cansaço e sensação de peso nas pernas. O edema, em geral é a primeira complicação, inicia-se no tornozelo e, pode atingir até o joelho. É discreto e inexistente pela manhã e aumenta à tarde e sua intensidade depende se o paciente ficar muito tempo em pé ou sentado. E se o problema não for tratado, podem ocorrer complicações como ferimentos na pele e úlceras varicosas, e numa fase mais avançada, podem ocorrer complicações inflamatórias.
     O sangue que circula nas veias, diferente do das artérias, vai contra a força da gravidade, ou seja, de baixo para cima. Por esse motivo, as veias possuem umas válvulas que se abrem e fecham para permitir o fluxo do sangue e impedir que este circule "contra a corrente". Quando as válvulas deixam de funcionar adequadamente, a parede da veia perde tonicidade e o sangue deixa de fluir. É então que aparecem as varizes.
É um problema crônico e, ainda que se eliminem algumas varizes, ao fim de algum tempo voltam a aparecer outras, pois estes tratamentos geralmente não fazem com que o sangue volte a circular nas veias; pelo contrário, não facilitam a circulação.
       Existem também dois tipos de varizes assim classificadas: primárias e secundárias. As chamadas primárias são aquelas que aparecem influenciadas pelatendência hereditária, responsável pelas antiestéticas linhas vermelhas e azuis de diversos tamanhos; e as chamadas secundárias que aparecem por doenças adquiridas no decorrer da vida e são de tratamento mais difícil chamadas erroneamente de varizes internas.
     As varizes aparecem com mais frequência nos membros inferiores: pés, pernas e coxa.

Como Prevenir 

O ideal no tratamento de varizes é sempre evitar seu aparecimento. É importante tentar evitar atividades onde a pessoa é obrigada a ficar muitas horas em pé ou sentado. Caso não seja possível, a pessoa deve elevar as pernas por 15 minutos 2 a 3 vezes durante o dia, e à noite, quando chegar em casa, também deve-se movimentar os pés, como se estivesseacelerando um carro, este movimento chamado dorsiflexão, faz a musculatura da panturrilha se contrair ritmicamente, colocando em ação o coração periférico, que faz a circulação funcionar. Além disso, deve-se usar meia elástica, em geral de média compressão, que reduz a ação traumática da pressão hidrostática sobre as veias. Para vestir a meia elástica deve-se elevar as pernas por 20 minutos antes de colocar as meias para esvaziar bem as veias; caso contrário, elas perdem sua ação.). Consumir vitamina C, que aumenta a síntese de colágeno, fibra que reforça a parede do vaso.


Se a pessoa já tiver uma história familiar de varizes, deve começar a se prevenir desde a juventude,especialmente se for mulher, para evitar que o problema fique muito sério. A massagem pode ajudar, mas deve ser constante. A melhor massagem para ajudar a circulação das veias chama-se drenagem linfática.Evitar o excesso de peso: o excesso de peso sobrecarrega a circulação eprovoca o aparecimento de varizes. Ter bons hábitos alimentares é saudável para todo o corpo. Fazer exercícios: os exercícios melhoram a força muscular da perna e, portanto melhoram a circulação de retorno. Os melhores são andar, correr e nadar. Evitar o uso de anticoncepcionais: os hormônios femininos (pílulas,tratamento de menopausa, reposição hormonal) retêm líquidos e aumentam a pressão dentro das veias, também amolecem as paredes dos vasos e são uns dos principais fatores desencadeantes de varizes.Evitar o uso de salto alto: o salto alto faz com que a musculatura da pernafique permanentemente contraída, sem o movimento rítmico, o que dificulta a circulação venosa. O uso em ocasiões especiais não chega a ser prejudicial, mas o seu uso rotineiro certamente é.

Medicina Tradicional Chinesa

     Na visão da Medicina Tradicional Chinesa, as varizes formam-se porque o sangue tem dificuldade em circular na veia e se acumula, causando assim dilatações. Este acúmulo se dá por duas razões diferentes. No primeiro tipo, o acúmulo de sangue resulta de um processo longo de estagnação de energia e de sangue (Qi e Xue) nos canais. Isto é visto em pessoas que ficam longo tempo trabalhando em pé sem descansar. O trabalho excessivo e aposição desfavorável dificultam a circulação do sangue que vai se acumulando nas pernas. O segundo tipo acontece em pessoas predispostas a varizes. Estas têm fraqueza na energia do baço, que é responsável pelos tecidos de sustentação no corpo. Assim, as veias têm paredes fracas, e o sangue escapa com facilidade. Além do tratamento interno para a causa básica, a MTC (Medicina Tradicional Chinesa) preconiza um tratamento externo, pois considera que a doença se manifesta predominantemente na pele.
     Na acupuntura são aplicadas agulhas em pontos específicos. Deste modo, são desbloqueados os pontos energéticos e simultaneamente ativada a circulação de energia e sangue.
     Este poderá ser um tratamento longo, mas desde as primeiras sessões irá sentir-se melhor. O tratamento de varizes em MTC passa sempre pela acupuntura associada à Fitoterapia Chinesa.


Postado por Lilian Tavares às 09:16 

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Acupuntura vira aliada para quem quer emagrecer

Acupuntura vira aliada para quem quer emagrecer
               
Tratamento equilibra o metabolismo, diminui a ansiedade, ajuda a controlar a compulsão por comida e auxilia na eliminação das toxinas de forma mais eficaz
A acupuntura regula o organismo, melhorando o funcionamento dos seus órgãos e proporcionando bem-estar

A acupuntura regula o organismo, melhorando o funcionamento dos seus órgãos e proporcionando bem-estar.

A acupuntura, técnica milenar desenvolvida pelos chineses, pode auxiliar na perda de peso. É o que apontam estudos feitos por especialistas da área. A acupuntura regula o organismo, melhorando o funcionamento dos seus órgãos e proporcionando bem-estar, o que, consequentemente, levará à perda de peso.

Isso quer dizer que o tratamento realizado com a acupuntura equilibrará o seu metabolismo, diminuirá a sua ansiedade, ajudará você a controlar a compulsão por comida, e ajudará o seu organismo a eliminar as toxinas de forma mais eficaz.

Segundo o médico acupunturista Carlos Eduardo Mendes,  "O tratamento colocará você em condições de emagrecer. Os benefícios são muitos, tenho pacientes que conseguiram perder até 20 quilos com o tratamento. Isso vale para todas as idades", afirma o especialista.

Ao se submeter a uma sessão de acupuntura, o profissional aplicará as agulhas em pontos estratégicos do seu corpo, isso proporcionará uma regulagem do apetite, e esse efeito lhe ajudará a comer apenas o suficiente para atender as necessidades do seu organismo.

A prisão de ventre provoca inchaços e dores na região abdominal, além de indisposição e outros problemas. O tratamento com Acupuntura age reeducando o seu intestino, assim ele é estimulado a funcionar de maneira mais eficaz. Esse efeito contribuirá para a purificação do seu organismo e para o seu bem-estar.

Dormir mal pode fazer você ganhar peso, já que a falta de sono contribui para o aumento da ansiedade e do stress. "O tratamento com Acupuntura ajuda você a relaxar mesmo quando estiver enfrentando situações difíceis, e proporciona o resgate da qualidade do seu sono", declara Carlos Eduardo.

Além disso, a ansiedade em excesso pode levar você a se alimentar de maneira compulsiva, portanto, é muito importante encontrar formas de amenizá-la.

A acupuntura funciona muito bem para amenizar esse problema, visto que age diretamente nos centros reguladores da ansiedade, ajudando você a enfrentar o dia a dia com mais tranquilidade. Com níveis de ansiedade menores, ficará muito mais fácil controlar a alimentação e manter hábitos saudáveis.

Você pode sim utilizar a acupuntura para emagrecer, porém, apesar de todos os benefícios que ela proporciona, ainda assim será necessário manter uma dieta saudável e praticar exercícios físicos regularmente.

A acupuntura é um tratamento extremamente eficaz, mas ela sozinha não tem o poder de fazer você emagrecer. O papel dela é colocar você em condições de perder peso de maneira saudável, portanto, aproveite isso e faça a sua parte.

Fonte: www.folhavitoria.com.br


terça-feira, 19 de maio de 2015

Medicina Yin e Yang: A ciência do equilíbrio

A Medicina chinesa é muito mais do que acupuntura e muito menos misteriosa do que parece. Depois de milhares de anos, o Ocidente começa a descobrir os segredos do Yin e do Yang - a chave da saúde.
por Lúcia Helena de Oliveira
  Problemas não escolhem hora nem lugar, diz o ditado. Assim, no meio de uma visita à China, em 1972, o jornalista americano James Reston, vítima de uma súbita apendicite, teve que ser internado às pressas. O hospital era tão bem equipado quanto qualquer outro do Ocidente e a cirurgia poderia ser chamada de convencional, não fosse o fato de Reston ter permanecido acordado e de as drogas anestésicas terem sido substituídas por algumas agulhas espetadas em seus braços.
Mais notável ainda é o caso do guitarrista Kalau, pseudônimo de Christian Keul, líder da BAP, a primeira banda alemã de rock a se apresentar na China, há um ano. Pouco antes de começar o concerto, Kalau caiu do palco, batendo o joelho no cimento com tanta força que quase desmaiou de dor. O espetáculo seria cancelado, quando um chinês, de 30 e poucos anos, ofereceu ajuda. “Ele passava a mão sobre o joelho sem tocá-lo e quando, finalmente, jogou algo imaginário no machucado, as dores desapareceram”, conta o roqueiro, que, então, pôde voltar ao palco.
Os episódios refletem uma bifurcação existente na China, onde o paciente pode escolher entre tratamentos da Medicina ocidental — como cirurgias — e terapias milenarmente usadas pelos orientais como massagens. Os médicos chineses também podem optar por uma formação ou por outra, pois existem tanto faculdades de Medicina ocidental quanto de Medicina tradicional. Mas o que se ensina nelas é bastante diferente, a começar pelas técnicas de diagnóstico. Quem cursa a faculdade de Medicina tradicional, por exemplo, leva cinco anos aprendendo a perceber detalhes de seus futuros pacientes, como a aparência da pele, o jeito de andar, o aspecto da língua e os 28 tipos de pulsação descritos pelos chineses.
As noções de fisiologia da Medicina tradicional chinesa também são completamente diferentes. É onde entram os conceitos, cada vez mais falados no Ocidente, de Yin e Yang. Há quatro anos o fisiologista Marco Aurélio Dornelles, da Universidade de Campinas, embarcou para a China, a fim de fazer um curso de Medicina tradicional, com duração de quatro meses. “Metade desse tempo eu perdi só para assimilar Yin e Yang”, conta ele com voz mansa e forte sotaque gaúcho. Yin e Yang, segundo os orientais, são pólos opostos de uma energia chamada Qi (pronuncia-se “tchi”),que está presente em tudo no Universo.
Saúde, por este ponto de vista, é a energia interna do organismo equilibrada e em harmonia com as energias do ambiente. Alguém com muito Yang, por exemplo, será agitado; muito Yin, porém, leva a estados de desanimo. O balanço adequado de Yin e Yang, contudo, ainda não é suficiente. Entre um extremo e outro, de acordo com a Filosofia chinesa, existem cinco diferentes estados de energia, correspondentes a cinco elementos: madeira terra, metal, água e fogo.
Parece um jogo infantil: a madeira alimenta o fogo; o fogo, por intermédio da cinza, forma a terra; a terra gera o metal; o metal derrete e vira água; e a água alimenta a madeira. Mas, ao mesmo tempo que um elemento produz o outro, eles também se anulam: o fogo derrete o metal e este corta a madeira; a madeira invade a terra, que represa a água; a água finalmente apaga o fogo. Isso, aparentemente, nada tem a ver com Medicina. Para os chineses porém, sem isso nem há Medicina. Pois cada uma dessas energias, para eles, controla um dos órgãos que regem a orquestra do organismo — os rins, o baço, o fígado, os pulmões e o coração. Estes, por seu lado, governam cada qual uma série de outros órgãos.
Por isso, para a Medicina chinesa, uma doença nunca afeta uma parte do corpo isoladamente. Por exemplo: o pulmão é metal; logo, ele alimenta os rins, que são água. Isso significa que um pulmão fraco enfraquece os rins. E, como os rins controlam os ossos, estes também se prejudicam. Reumatologistas franceses constataram recentemente que pessoas que sofreram na infância de problemas pulmonares, como bronquites, costumam ter doenças nos ossos entre os 50 e 60 anos de idade. O que os cientistas constatam hoje já foi observado há quase 5 mil anos, no Nei ching (“O tratado interno”), o primeiro livro conhecido sobre acupuntura, a terapia baseada na aplicação de agulhas em pontos do corpo. Nele já se descrevia o câncer — explicado como conseqüência de emoções reprimidas, que acabariam por criar uma energia autodestrutiva no organismo.
Para os chineses, corpo e mente são inseparáveis. “Até hoje, não entendo como se tratam úlceras com medicamentos para o estômago, quando todos estão cansados de saber que ela é uma doença ligada à ansiedade”, reclama, inconformado, o médico Jou Eel Jia. Chinês da província sulina de Zhuangzu, com 33 anos, formou-se no Brasil e voltou ao seu país para se especializar em Medicina tradicional. Desde 1981, clinica em São Paulo.
“A maioria das pessoas presume que um tratamento se faz exclusivamente à base de agulhas”, explica ele. “Mas, além da acupuntura, a Medicina chinesa conjuga dietas, exercícios, massagens e, principalmente, ervas.” Os chineses, que conhecem quase 6 mil espécies de ervas, acreditam que há sempre um chá capaz de resolver um problema. Assim, dente-de-leão, que no Ocidente é considerado capim, para os chineses é um ótimo regulador de hormônios. Em casos de artrite, a beberagem é uma infusão de angélicas. Já folhas de cebola são eficazes para estancar hemorragias — e por aí afora. Uma típica receita de chá combina, em média, de três a quinze ervas, para que uma corte os possíveis efeitos colaterais da outra.
As grandes farmácias, na China, chegam a aviar 2 mil receitas dessas diariamente. Com a modernização do país nos últimos anos, algumas farmácias já estão automatizadas, com máquinas que distribuem as ervas nas proporções indicadas pela receita, sem contato manual. O uso de ervas na Medicina oriental não se confunde, porém, com o da homeopatia, modalidade de Medicina ocidental que também lança mão de medicamentos naturais. “Uma erva e uma pílula feita à base dessa erva não são idênticas”, explica Jou. “As duas terão o mesmo efeito sobre certo sintoma, já que os radicais (átomos que determinam as características da substância) de suas fórmulas químicas são iguais. Mas a erva, por ter ainda a energia, ou o Qi, agirá sobre as causas.”
Os exercícios físicos também são uma importante terapia para os orientais. Na Medicina chinesa, movimentar-se é deixar fluir a energia do corpo — e nesse fluir está a saúde: Assim todas as manhãs, milhões de chineses podem ser vistos em lugares públicos, praticando sossegadamente o Tai Chi Chuan (“O máximo do extremo”) uma ginástica que mais lembra um balé em câmera lenta. Mas o chinês imóvel, de olhos fechados em plena rua, que de repente faz um movimento brusco, quase espasmódico, não está fazendo propriamente ginástica. Ele está, isto sim, exercitando-se nas arcaras artes do Qigong (que significa “a técnica da energia” e pronuncia-se “tchigon”), talvez a mais procurada forma de tratamento na China, depois das ervas.
O roqueiro alemão Kalau certamente foi tratado por um mestre de Qigong. Os chineses, dizem os mestres dessa espécie de massagem sem força mecânica, aprendem a acumular energia, a fim de passá-la, através das mãos, para o corpo da pessoa doente ou com dor. Atualmente, o Qigong já é ensinado nas faculdades de Medicina tradicional da China, mas durante muito tempo os seus segredos eram passados de mestre para discípulo, como uma iniciação da qual, aliás, as mulheres estavam excluídas. Até hoje, só 20 por cento dos massagistas de Qigong têm formação médica.
É o caso de Kong Li Chi, ex-médico de várias seleções olímpicas chinesas, que veio ao Brasil em maio último. O Qigong faz parte de sua vida desde a infância, quando observava o avô materno exercitar-se. “Ainda treino de uma a duas horas por dia”, conta ele, aos 44 anos. Quem o vê nesses momentos tem a impressão de que está apenas fazendo leves movimentos circulares com os braços. Mas a aparência engana: ao tocá-lo, nota-se que emprega toda a sua força muscular nesses movimentos. Para manter a energia que capta com esses exercícios, um mestre de Qigong não pode fumar nem beber, deve dormir no mínimo oito horas por dia e, se adoecer, mesmo que se trate de um reles resfriado, não pode fazer a massagem, porque deve passar uma energia absolutamente saudável para os outros.
A existência dessa energia já foi registrada por aparelhos sofisticados como os de ressonância magnética, que utilizam ímãs poderosos para obter imagens do organismo. A Academia de Ciências da China compara a energia do Qigong à radiação infravermelha de baixa freqüência. Tamanho é o prestígio do Qigong ali que as grandes estrelas do esporte chinês têm um massagista dessa técnica em sua equipe. Pois se acredita que o Qigong não só resolve problemas como distensões e torções mas também elimina dores e dá energia extra para o atleta competir.
Nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, Kong foi massagista do ginasta chinês Li Ning. Talvez não por acaso, Li conquistou três medalhas de ouro e uma de prata, sendo chamado pela imprensa americana de “a torre de força”. Outras massagens orientais diferem do Qigong por não transferir a energia de uma pessoa para outra e sim desbloquear a própria energia: e o caso do Shiatsu e do Do-in — este, uma automassagem —, já bastante difundidos no Ocidente. Essas massagens são feitas sobre os meridianos, os canais por onde, segundo os chineses, passa a energia do corpo.
Existem catorze meridianos principais. Quando a energia se desequilibra ou fica bloqueada em um deles, então adoecem os seus órgãos correspondentes. Os chineses acreditam que a aplicação de calor sobre determinados pontos dos meridianos pode fazer tudo voltar ao normal, por isso queimam bolas de ervas compactadas, chamadas moxas, sobre a pele. Mas, em geral, os pacientes preferem as célebres agulhas da acupuntura. Os médicos ocidentais sabem até por que a acupuntura funciona em casos de dor, pois constataram que ela ajuda o cérebro a liberar endorfina, o analgésico natural do organismo.
“Associadas a pequenos estímulos elétricos, durante meia hora, as agulhas permitem que uma mulher suporte uma cesariana”, informa o médico Jou Eel Jia. O médico paulista Júlio Abramczyk conta, impressionado, que num congresso internacional de Cardiologia, em Washington, há dois anos, os chineses relataram um estudo sobre mil casos de cirurgia de troca de válvulas cardíacas. Em todos eles, sem exceção, a única anestesia usada foi a acupuntura.
Mas ainda não está claro para os ocidentais se e como as agulhas funcionam em casos que não envolvem dor. Não se sabe, por exemplo, por que uma agulha espetada no pulso cura bronquite. Para os chineses, esse é um falso problema: a resposta, como sempre, está no Yin e Yang, os dois pólos da energia vital, postos em equilíbrio no ponto do pulso correspondente ao pulmão. “Da mesma forma como posso provocar a produção de endorfinas, posso estimular a produção de qualquer hormônio”, desafia Jou. Ele conta que, certa vez, trabalhando no ambulatório de um hospital em São Paulo, espetou duas agulhas numa mulher que não tinha leite para o filho recém-nascido. “Vinte minutos depois, os seios começaram a inchar e liberar leite. As agulhas só fizeram estimular a produção do hormônio prolactina.”
Desde a recente abertura chinesa para o mundo, os próprios orientais passaram a buscar explicações para a sua Medicina nos conceitos da Medicina convencional do Ocidente. Da mesma forma, nos Estados Unidos, França e Alemanha, uma batelada de pesquisas ainda não concluídas trata de observar as alegadas maravilhas da Medicina chinesa com olhos ocidentais. Uma grande preocupação dos cientistas é separar nitidamente técnicas médicas de eficiência comprovada (embora sustentadas em teorias algo nebulosas) da simples charlatanice, como a que se pratica em certos consultórios de fundo de quintal, a título de Medicina chinesa.


Fonte:  Super interessante , 13 outubro 1988

Estudo mostra que ibuprofeno e diclofenaco aumentam riscos de AVC

Medicamentos analgésicos usados por milhões de pessoas diariamente têm sido associados a um maior risco de arritmia cardíaca, o que poderia provocar um acidente vascular cerebral.

 A chance extra de desenvolver a fibrilação atrial é de 84%, afirmam pesquisadores holandeses.

 A arritmia é uma das principais causas de AVC, pois as câmaras superiores do coração ficam fora de um ritmo regular e batem muito mais rápido do que o normal, o que faz com que o sangue se acumule e forme um coágulo.

 No Brasil milhões de pessoas com artrite tomam analgésicos, incluindo antiinflamatórios, como o diclofenaco e o ibuprofeno. No estudo, a saúde cardíaca de 8.423 pessoas, com idade de 55 anos ou mais, foi monitorada desde 1990, em Roterdã, Holanda.

 Os casos de fibrilação atrial foram diagnosticados usando gravações rítmicas do coração, enquanto os detalhes dos medicamentos prescritos foram recolhidos em farmácias. Durante o período de acompanhamento médio de pouco menos de 13 anos, 857 participantes desenvolveram fibrilação atrial. Destes, 261 nunca tinham usado antiinflamatórios quando foram diagnosticados, enquanto 554 já haviam usado, e 42 estavam ingerindo estes medicamentos no momento da pesquisa.
O uso atual foi associado a 76% de maior risco de fibrilação atrial do que para aqueles que nunca haviam tomado analgésicos. Idade, sexo e problemas cardíacos subjacentes foram levados em conta.

 Percebe-se que os antiinflamatórios podem contribuir para problemas de ritmo cardíaco pelo aumento da pressão arterial como um resultado da retenção de líquidos. Bruno Stricker, do Centro Médico Erasmus, em Roterdã, disse que a pesquisa anterior tinha mostrado uma ligação entre fibrilação atrial e esses analgésicos. "Nossos resultados também sugerem que o aumento do risco ocorre logo após o início do tratamento e podem desaparecer ao longo do tempo", acrescentou. “Apesar dos antiinflamatórios não serem muito eficazes para o tratamento da dor, é importante que ambos os riscos e benefícios sejam considerados cuidadosamente antes de serem prescritos”.

Só no Reino Unido, no ano de 2010, mais de 17 milhões de prescrições foram emitidas para analgésicos.

 O ibuprofeno pode ser comprado com farmacêuticos e em supermercados, além de comprimidos contendo diclofenaco em doses muito mais baixas do que na prescrição. Cerca de dez anos atrás, a droga anti-artrite Vioxx foi tirada do mercado por conta do aumento do risco de ataques cardíacos e derrames.

 A pesquisa, publicada na revista médica The Lancet, descobriu que o naproxeno foi o analgésico mais seguro. Os pesquisadores analisaram também que as doses de analgésicos prescritos pelos médicos equivalem ao dobro da quantidade diária recomendada para dores de cabeça e outros males menores.

 Fonte: Jornal Ciência - Estudo de 13 anos com 8.423 pessoas mostra que ibuprofeno e diclofenaco aumentam riscos de ter AVC

Leia mais: http://forum.noticiasnaturais.com/Topico-estudo-mostra-que-ibuprofeno-e-diclofenaco-aumentam-riscos-de-avc#ixzz3aaXkK1th

Leia mais: http://forum.noticiasnaturais.com/Topico-estudo-mostra-que-ibuprofeno-e-diclofenaco-aumentam-riscos-de-avc#ixzz3aaXPTMy2

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Especialista dá dez dicas para manter joelhos saudáveis e longe de lesões

Sedentarismo é o principal responsável pelo desequilíbrio e fraqueza muscular com repercussões. Fortalecimento da região é muito importante.Hoje existe um consenso mundial de que o sedentarismo é o principal responsável pelo desequilíbrio e fraqueza muscular com repercussões no joelho. Vai começar a praticar um esporte e teme desenvolver lesões nos joelhos?

 Seguem algumas dicas preventivas baseadas em estudos atuais:

- Pratique esportes
 A construção de músculos fortes nos quadríceps e isquiotibiais (anteriores e posteriores da coxa) pode diminuir a dor e ajudar as pessoas a tolerarem melhor algumas doenças. Manter-se ativo também, ajuda a controlar o peso. A chave é saber seus limites.

- Peça orientações a um traumatologista do esporte
 Sabe-se hoje que algumas descobertas do exame físico predispõem a lesões. Exemplos incluem o alinhamento dos joelhos: estaticamente, joelhos em “x” (genu valgum) e pés planos; e dinamicamente, a fraqueza dos estabilizadores dos quadris (valgo dinâmico) e a pisada pronada, mensurada através da baropodometria. Os dois estão ligados estatisticamente a diversos tipos de lesão, principalmente entre corredores de rua. Um exame importante na avaliação pré-esportiva é o teste isocinético, pois determina desequilíbrios musculares e pode avaliar os tornozelos, joelhos e quadris.

- Peça orientações a um treinador
 O treinamento incorreto é considerado o principal fator ligado a lesões. Correr sozinho e sem orientações de um educador físico especializado na área pode, por exemplo, fazer com que o corredor adote posturas erradas e aumente subitamente volume e intensidade, também predispondo a lesões.

- Fortaleça o joelho
 O joelho atua como o principal dissipador de energia cinética no esporte. Ou seja, qualquer impacto ou força de explosão passa por esta articulação. A falta de preparo muscular pode não dissipar corretamente e causar sobrecarga com lesões a cartilagens, tendões e à membrana. O ganho do musculo anterior da coxa (quadríceps) é crucial para o preparo ao esporte, idealmente em uma academia sob a supervisão de um educador físico, evitando-se angulações e posturas lesivas.

- Fortaleça o quadril
 A musculatura do quadril vem, cada vez mais, ganhando atenção em traumatologia esportiva. Acredita-se que os músculos glúteo médio e mínimo, principais estabilizadores do quadril, quando fortes e de rápida contração, evitam que o joelho “caia para dentro”, fazendo com que a pessoa adote a postura que chamamos de “valgo dinâmico”, muito comum em mulheres que praticam corrida de rua.

balança eu atleta (Foto: Getty Images)
- Não exagere no treino
 Picos súbitos de treino visando determinada prova podem ser o “estopim” de uma lesão, principalmente se os tecidos do joelho já estiverem sobrecarregados.  Estudos têm demonstrado que, dentre as demais articulações, o joelho trabalha muito próximo aos seus limites fisiológicos e a dor após um treino exagerado pode demonstrar que uma lesão se instalou.

- Mantenha o peso controlado
 Para se ter uma ideia, a cada passo dado, o impacto de duas a quatro vezes do peso corporal é transmitido através da articulação do joelho.  Assim, quanto mais você pesa, mais forte é o impacto em seu joelho. Estudos mostram que, ao perder 10 kg de peso, é possível reduzir em ate 20% da dor dos joelhos com artrose.

- Cuidado com o calçado
 Tênis confortáveis e com bom amortecedor ao “toque do calcanhar” ajudam a tirar a pressão da articulação do joelho, através da promoção de alinhamento do membro adequado e melhoria do equilíbrio. Para as mulheres, aconselha-se evitar o exagero no uso de saltos altos, pois, além de causarem encurtamento da musculatura da panturrilha, também enfraquecem a musculatura anterior da perna.

- Melhore o equilíbrio
 O treinamento direcionado a determinada modalidade esportiva, quando aliado a exercícios de pilates, é indicado na prevenção de lesões nos joelhos por melhorar a propriocepção, que é a transferência de informação neurológica a partir uma parte do corpo para o cérebro e de volta novamente. A função de proprioceptores é a de melhorar nas articulações dos membros inferiores .

- Trabalhe as outras articulações
 Uma boa flexibilidade e bom arco de movimento do quadril e tornozelo ajudam a transmitir e dissipar melhor a força durante o esporte, evitando a sobrecarga nos joelhos.



Fonte: Blog Fisio Brasil





Dores, indigestão, problemas respiratórios? A causa pode ser o seu sutiã

Modelos inadequados  e  tamanho errado podem prejudicar a saúde feminina

 Você tem dores nos ombros, no pescoço ou dores de cabeça frequentes? Tem indigestão, intestino complicado ou mesmo gases constantes? Talvez o grande vilão responsável por tudo isso seja algo que você nem imagina: seu sutiã.


 De acordo com uma pesquisa realizada por uma marca famosa de roupas íntimas, 76% das mulheres no mundo estão usando o sutiã errado, e sofrendo problemas de saúde por causa disso.

 A grande maioria das entrevistadas diz que nunca encontrou um sutiã que servisse perfeitamente. Outras, admitiram que comprar o tamanho errado porque queriam um modelo ou cor específica, e que a loja não teria seu tamanho.

 Algumas, inclusive, admitiram ter comprado um tamanho diferente na esperança de que seus seios aumentassem ou diminuíssem com o uso. Em qualquer um dos casos, estas ações têm consequências terríveis para a saúde, de acordo com os médicos.

 A fisioterapeuta Sammy Margo, porta-voz da Chartered Society of Physiotherapy, na Inglaterra, explica que encontra “com frequência” casos de pacientes com problemas de postura e de dores no pescoço e ombros por causa de seus sutiãs.

— Se um sutiã está muito apertado, ele cria pressão nos nervos, músculos e veias dos ombros, pescoço, parte superior das costas e costelas. Isso acaba levando a dores musculares, dores de cabeça, pinçadas constantes e formigamento dos braços.

 Sutiãs muito apertados podem apertar a articulação acromioclavicular, causando dor e problemas de movimento. No caminho inverso, sutiãs muito folgados também são prejudiciais à saúde. Para compensar a falta de sustentação, as mulheres podem desenvolver má postura, problemas respiratórios e de digestão.

 A fisioterapeuta também alerta para a possibilidade de o uso de modelos errados de sutiã também prejudicar o formato e a textura da pele dos seios.

 Outro ponto que merece atenção são as alças do sutiã. Se estiverem muito apertadas, podem causar dores de cabeça, no pescoço e nas articulações do tronco.  


Fonte: Blog fisio Brasil