|
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
O PILATES NA BOLA E A ESTABILIDADE CORPORAL
Fraturas de Quadril : Prevenir é sempre a chave da boa saúde
Dê pulos e afaste fraturas no quadril
Você leu direito. É que um estudo
realizado na Universidade de Loughborough, no Reino Unido, identificou que
pular por dois minutos todos os dias reduz o risco de quebrar o quadril após
uma queda. No trabalho, 34 homens com mais de 65 anos apostaram nessa tática
durante 12 meses. Mas os participantes saltaram com apenas uma perna para que a
densidade óssea da outra (que ficou parada) pudesse ser analisada também. Após
o experimento, constatou-se, por exemplo, que houve um aumento de até 7% da
massa óssea em algumas regiões do quadril – as mais propensas a serem
fraturadas numa queda. Os resultados mostraram, então, que essa atividade
física pode diminuir os efeitos do envelhecimento ósseo. Vale lembrar que a
projeção de fraturas no quadril para 2050 não é nada animadora. É previsto que
a incidência aumente 310% entre os homens e 240% entre as mulheres. Melhor
prevenir, não é mesmo? Mas lembre-se de que exercícios que envolvem bastante
impacto (como os pulos) devem ser autorizados e feitos com o acompanhamento de
especialistas.
Fonte: Revista Saúde é Vital
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Acupuntura alivia dores causadas por disfunção na mandíbula
O
tratamento das dores causadas pelas Disfunções Temporomandibulares (DTM) ganhou
uma nova aliada. A pesquisadora Ana Campana, da Faculdade de Odontologia da USP
(FO-USP), conseguiu identificar que sessões de acupuntura podem aliviar as dores
nos pacientes com a síndrome logo no primeiro contato com a terapia.
Responsável por incômodas dores de cabeça e ouvido, sensações de pressão atrás
dos olhos e zumbidos, a DTM pode atingir a maior parte da população mundial.
Um
ponto e uma síndrome. Foi partindo desses dois elementos que Ana, mestre em
Odontologia pela FO, decidiu estudar a acupuntura dentro de sua área. A técnica
chinesa, já reconhecida pelo Ministério da Saúde por seu poder terapêutico, é
amplamente utilizada na Medicina, mas tem pouca visibilidade entre os
cirurgiões-dentistas brasileiros. "Na USP toda só tem uma professora com
cadeira em Odontologia sobre acupuntura", fala a pesquisadora que,
interessada pela resposta da terapia, quis estudar como ela funcionaria atuando
em um único ponto, no combate às dores vindas da DTM.
A
disfunção estudada pela pesquisadora é uma alteração no funcionamento da
articulação responsável pelo movimento de abrir e fechar a boca, e vários são
os motivos que podem provocá-la, como o ato de ranger os dentes, por exemplo.
Eficácia
comprovada
A
técnica consiste na aplicação de agulhas em pontos específicos com potencial de
ativar substâncias no cérebro que combatem a dor. "É como se você
conseguisse chegar no cérebro da pessoa e mostrasse para ele que essa dor não
está trazendo benefícios", explica Ana. Analisando 56 pacientes que
apresentavam dores nos músculos da face causadas pela DTM, a pesquisadora
aplicou o método no lado direito dos rostos de seus pacientes, no ponto
denominado Estômago 7 (E7).
Medindo
a evolução da dor das pessoas agulhadas no término da sessão com os parâmetros
Limiar de Dor a Pressão (LDP) e Escala Visual Analógica (EVA), Ana verificou
que ambos os indicadores mostraram uma notável redução da dor nos pacientes e
que o método era comprovadamente eficaz, surtindo efeito mesmo naqueles que
diziam não acreditar na sua eficiência.
Observou-se
que, independentemente da crença nas agulhas, todos os pacientes que foram
submetidos ao método tiveram uma redução de mais de 40% da dor após a sessão, e
que o agulhamento no lado direito resultou em melhora também quando aplicado no
lado esquerdo, ou seja, em oposição ao foco da dor. Segundo a mestre, como a
acupuntura tem um resultado sistêmico, ainda que o lado agulhado não seja
aquele que provoca a dor no paciente, o efeito da técnica mantém-se o mesmo.
Utilidade
pública
A
dentista defende que a implantação do sistema de acupuntura no setor público de
Odontologia é uma questão de utilidade pública. Componente do Conselho Regional
de Odontologia, a pesquisadora explica que o Conselho Federal da área precisa
outorgar essa necessidade para que o profissional do ramo possa entrar no setor
público como especialista em acupuntura.
"O
paciente poderia sair do posto de saúde com parte do problema resolvido",
ressalta a dentista que acredita que o uso da acupuntura aliado aos tratamentos
tradicionais diminuiria a necessidade de analgésicos.
Por
Jessica Bernardo - jessicabmarcelino@gmail.com
Edição Ano: 48 - Número: 50 - Publicada em: 16/06/2015
Edição Ano: 48 - Número: 50 - Publicada em: 16/06/2015
Fonte: Faculdade de Odontologia - USP
quarta-feira, 22 de julho de 2015
MEDICINA ALTERNATIVA
Tratamento das varizes pela MTC
Varizes ou veias
varicosas são veias dilatadas, alongadas
e tortuosas. Além de serem prejudiciais à estética, as varizes
podem causar dor, cansaço e sensação de peso nas pernas. O edema, em geral é a primeira complicação,
inicia-se no tornozelo e, pode atingir até o joelho. É discreto e inexistente
pela manhã e aumenta à tarde e sua intensidade depende se o paciente ficar
muito tempo em pé ou sentado. E se o problema não for tratado, podem ocorrer
complicações como ferimentos na pele e úlceras varicosas, e numa fase mais
avançada, podem ocorrer complicações inflamatórias.
O sangue que circula nas veias, diferente do das artérias,
vai contra a força da gravidade, ou seja, de baixo para cima. Por esse
motivo, as veias possuem umas válvulas que se abrem e fecham para permitir o
fluxo do sangue e impedir que este circule "contra a corrente".
Quando as válvulas deixam de funcionar adequadamente, a parede da veia perde
tonicidade e o sangue deixa de fluir. É então que aparecem as varizes.
É um problema
crônico e, ainda que se eliminem algumas varizes, ao fim de algum tempo voltam
a aparecer outras, pois estes tratamentos geralmente não fazem com que o sangue
volte a circular nas veias; pelo contrário, não facilitam a circulação.
Existem também dois tipos de varizes assim classificadas: primárias e secundárias. As chamadas primárias são aquelas que aparecem
influenciadas pelatendência hereditária, responsável pelas antiestéticas linhas
vermelhas e azuis de diversos tamanhos; e as chamadas secundárias que
aparecem por doenças adquiridas no decorrer da vida e são de tratamento
mais difícil chamadas erroneamente de varizes internas.
As varizes aparecem com mais frequência nos membros inferiores: pés, pernas e coxa.
Como Prevenir
O ideal no tratamento
de varizes é sempre evitar seu aparecimento. É
importante tentar evitar atividades onde a pessoa é obrigada a ficar muitas horas em pé ou
sentado. Caso não seja possível, a pessoa deve elevar as pernas por 15 minutos 2 a 3
vezes durante o dia, e à noite, quando chegar em casa, também deve-se
movimentar os pés, como se estivesseacelerando um carro, este movimento chamado
dorsiflexão, faz a musculatura da panturrilha se contrair ritmicamente,
colocando em ação o coração periférico, que
faz a circulação funcionar. Além disso, deve-se usar meia elástica, em
geral de média compressão, que reduz a ação traumática da pressão
hidrostática sobre as veias. Para vestir a meia elástica deve-se elevar as
pernas por 20 minutos antes de colocar as meias para esvaziar bem as
veias; caso contrário, elas perdem sua ação.). Consumir vitamina C,
que aumenta a síntese de colágeno, fibra que reforça a parede do vaso.
Se a pessoa já tiver
uma história familiar de varizes, deve começar a se prevenir desde a juventude,especialmente se for mulher, para evitar que o problema fique muito
sério. A massagem pode ajudar, mas deve ser constante. A melhor massagem
para ajudar a circulação das veias chama-se drenagem linfática.Evitar o excesso de peso: o excesso
de peso sobrecarrega a circulação eprovoca o aparecimento de varizes. Ter bons
hábitos alimentares é saudável para todo o corpo. Fazer exercícios: os
exercícios melhoram a força muscular da perna e, portanto melhoram a
circulação de retorno. Os melhores são andar, correr e nadar. Evitar
o uso de anticoncepcionais: os hormônios femininos (pílulas,tratamento de
menopausa, reposição hormonal) retêm líquidos e aumentam a pressão dentro
das veias, também amolecem as paredes dos vasos e são uns dos principais
fatores desencadeantes de varizes.Evitar o uso de salto alto: o salto alto faz
com que a musculatura da pernafique permanentemente contraída, sem o movimento
rítmico, o que dificulta a circulação venosa. O uso em ocasiões especiais
não chega a ser prejudicial, mas o seu uso rotineiro certamente é.
Medicina Tradicional Chinesa
Na visão da
Medicina Tradicional Chinesa, as varizes formam-se porque o sangue tem
dificuldade em circular na veia e se acumula, causando assim dilatações. Este
acúmulo se dá por duas razões diferentes. No primeiro tipo, o acúmulo de sangue
resulta de um processo longo de estagnação de energia e de sangue (Qi e Xue)
nos canais. Isto é visto em pessoas que ficam longo tempo trabalhando em pé sem
descansar. O trabalho excessivo e aposição desfavorável dificultam a circulação
do sangue que vai se acumulando nas pernas. O segundo tipo acontece em pessoas
predispostas a varizes. Estas têm fraqueza na energia do baço, que é
responsável pelos tecidos de sustentação no corpo. Assim, as veias têm paredes
fracas, e o sangue escapa com facilidade. Além do tratamento interno para
a causa básica, a MTC (Medicina Tradicional Chinesa) preconiza um tratamento
externo, pois considera que a doença se manifesta predominantemente na pele.
Na acupuntura são aplicadas agulhas em pontos específicos. Deste modo, são
desbloqueados os pontos energéticos e simultaneamente ativada a circulação de
energia e sangue.
Este poderá ser um tratamento longo, mas desde as primeiras sessões irá
sentir-se melhor. O tratamento de varizes em MTC passa sempre pela acupuntura
associada à Fitoterapia Chinesa.
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Acupuntura vira aliada para quem quer emagrecer
Acupuntura
vira aliada para quem quer emagrecer
Tratamento equilibra o metabolismo, diminui a ansiedade,
ajuda a controlar a compulsão por comida e auxilia na eliminação das toxinas de
forma mais eficaz
A acupuntura regula o organismo, melhorando o funcionamento
dos seus órgãos e proporcionando bem-estar
A acupuntura regula o organismo, melhorando o funcionamento
dos seus órgãos e proporcionando bem-estar.
A acupuntura, técnica milenar desenvolvida pelos chineses,
pode auxiliar na perda de peso. É o que apontam estudos feitos por
especialistas da área. A acupuntura regula o organismo, melhorando o
funcionamento dos seus órgãos e proporcionando bem-estar, o que,
consequentemente, levará à perda de peso.
Isso quer dizer que o tratamento realizado com a acupuntura
equilibrará o seu metabolismo, diminuirá a sua ansiedade, ajudará você a
controlar a compulsão por comida, e ajudará o seu organismo a eliminar as
toxinas de forma mais eficaz.
Segundo o médico acupunturista Carlos Eduardo Mendes, "O tratamento colocará você em condições
de emagrecer. Os benefícios são muitos, tenho pacientes que conseguiram perder
até 20 quilos com o tratamento. Isso vale para todas as idades", afirma o
especialista.
Ao se submeter a uma sessão de acupuntura, o profissional
aplicará as agulhas em pontos estratégicos do seu corpo, isso proporcionará uma
regulagem do apetite, e esse efeito lhe ajudará a comer apenas o suficiente
para atender as necessidades do seu organismo.
A prisão de ventre provoca inchaços e dores na região
abdominal, além de indisposição e outros problemas. O tratamento com Acupuntura
age reeducando o seu intestino, assim ele é estimulado a funcionar de maneira
mais eficaz. Esse efeito contribuirá para a purificação do seu organismo e para
o seu bem-estar.
Dormir mal pode fazer você ganhar peso, já que a falta de
sono contribui para o aumento da ansiedade e do stress. "O tratamento com
Acupuntura ajuda você a relaxar mesmo quando estiver enfrentando situações
difíceis, e proporciona o resgate da qualidade do seu sono", declara
Carlos Eduardo.
Além disso, a ansiedade em excesso pode levar você a se
alimentar de maneira compulsiva, portanto, é muito importante encontrar formas
de amenizá-la.
A acupuntura funciona muito bem para amenizar esse problema,
visto que age diretamente nos centros reguladores da ansiedade, ajudando você a
enfrentar o dia a dia com mais tranquilidade. Com níveis de ansiedade menores,
ficará muito mais fácil controlar a alimentação e manter hábitos saudáveis.
Você pode sim utilizar a acupuntura para emagrecer, porém,
apesar de todos os benefícios que ela proporciona, ainda assim será necessário
manter uma dieta saudável e praticar exercícios físicos regularmente.
A acupuntura é um tratamento extremamente eficaz, mas ela
sozinha não tem o poder de fazer você emagrecer. O papel dela é colocar você em
condições de perder peso de maneira saudável, portanto, aproveite isso e faça a
sua parte.
Fonte: www.folhavitoria.com.br
terça-feira, 19 de maio de 2015
Medicina Yin e Yang: A ciência do equilíbrio
A Medicina chinesa é muito mais do que acupuntura e muito
menos misteriosa do que parece. Depois de milhares de anos, o Ocidente começa a
descobrir os segredos do Yin e do Yang - a chave da saúde.
por Lúcia Helena de Oliveira
Problemas não
escolhem hora nem lugar, diz o ditado. Assim, no meio de uma visita à China, em
1972, o jornalista americano James Reston, vítima de uma súbita apendicite,
teve que ser internado às pressas. O hospital era tão bem equipado quanto
qualquer outro do Ocidente e a cirurgia poderia ser chamada de convencional,
não fosse o fato de Reston ter permanecido acordado e de as drogas anestésicas
terem sido substituídas por algumas agulhas espetadas em seus braços.
Mais notável ainda é o caso do guitarrista Kalau, pseudônimo
de Christian Keul, líder da BAP, a primeira banda alemã de rock a se apresentar
na China, há um ano. Pouco antes de começar o concerto, Kalau caiu do palco,
batendo o joelho no cimento com tanta força que quase desmaiou de dor. O
espetáculo seria cancelado, quando um chinês, de 30 e poucos anos, ofereceu
ajuda. Ele passava a mão
sobre o joelho sem tocá-lo e quando, finalmente, jogou
algo imaginário no machucado, as dores
desapareceram, conta o roqueiro, que, então, pôde voltar ao palco.
Os episódios refletem uma bifurcação existente na China,
onde o paciente pode escolher entre tratamentos da Medicina ocidental como cirurgias e terapias
milenarmente usadas pelos orientais como massagens. Os médicos
chineses também podem optar por uma formação ou
por outra, pois existem tanto faculdades de Medicina ocidental quanto de
Medicina tradicional. Mas o que se ensina nelas é bastante diferente, a começar
pelas técnicas de diagnóstico. Quem cursa a faculdade de Medicina tradicional,
por exemplo, leva cinco anos aprendendo a perceber detalhes de seus futuros
pacientes, como a aparência da pele, o jeito de andar, o aspecto da língua e os
28 tipos de pulsação descritos pelos chineses.
As noções de fisiologia da Medicina tradicional chinesa
também são completamente diferentes. É onde entram os conceitos, cada vez mais
falados no Ocidente, de Yin e Yang. Há quatro anos o fisiologista Marco Aurélio
Dornelles, da Universidade de Campinas, embarcou para a China, a fim de fazer
um curso de Medicina tradicional, com duração de quatro meses. Metade desse tempo eu perdi só
para assimilar Yin e Yang, conta ele com voz mansa e forte
sotaque gaúcho. Yin e Yang, segundo os
orientais, são pólos
opostos de uma energia chamada Qi (pronuncia-se tchi),que está presente em tudo no Universo.
Saúde, por este ponto de vista, é a energia interna do
organismo equilibrada e em harmonia com as energias do ambiente. Alguém com
muito Yang, por exemplo, será agitado; muito Yin, porém, leva a estados de
desanimo. O balanço adequado de Yin e Yang, contudo, ainda não é suficiente.
Entre um extremo e outro, de acordo com a Filosofia chinesa, existem cinco
diferentes estados de energia, correspondentes a cinco elementos: madeira
terra, metal, água e fogo.
Parece um jogo infantil: a madeira alimenta o fogo; o fogo,
por intermédio da cinza, forma a terra; a terra gera o metal; o metal derrete e
vira água; e a água alimenta a madeira. Mas, ao mesmo tempo que um elemento
produz o outro, eles também se anulam: o fogo derrete o metal e este corta a
madeira; a madeira invade a terra, que represa a água; a água finalmente apaga
o fogo. Isso, aparentemente, nada tem a ver com Medicina. Para os chineses
porém, sem isso nem há Medicina. Pois cada uma dessas energias, para eles,
controla um dos órgãos que regem a orquestra do organismo os rins, o baço, o fígado, os pulmões e o coração. Estes, por seu lado, governam cada qual uma série de outros órgãos.
Por isso, para a Medicina chinesa, uma doença nunca afeta
uma parte do corpo isoladamente. Por exemplo: o pulmão é metal; logo, ele
alimenta os rins, que são água. Isso significa que um pulmão fraco enfraquece
os rins. E, como os rins controlam os ossos, estes também se prejudicam.
Reumatologistas franceses constataram recentemente que pessoas que sofreram na
infância de problemas pulmonares, como bronquites, costumam ter doenças nos
ossos entre os 50 e 60 anos de idade. O que os cientistas constatam hoje já foi
observado há quase 5 mil anos, no Nei ching (O
tratado interno), o primeiro livro conhecido
sobre acupuntura, a terapia baseada na aplicação de agulhas em pontos do corpo.
Nele já se descrevia o câncer explicado
como conseqüência de emoções reprimidas, que acabariam por criar uma energia
autodestrutiva no organismo.
Para os chineses, corpo e mente são inseparáveis. Até hoje, não
entendo como se tratam úlceras com medicamentos para o
estômago, quando todos estão cansados de saber que ela é
uma doença ligada à
ansiedade, reclama, inconformado, o médico Jou Eel Jia. Chinês da
província sulina de Zhuangzu, com 33 anos, formou-se no Brasil e voltou ao seu
país para se especializar em Medicina tradicional. Desde 1981, clinica em São
Paulo.
A maioria das pessoas presume que
um tratamento se faz exclusivamente à base de agulhas,
explica ele. Mas, além
da acupuntura, a Medicina chinesa conjuga dietas, exercícios,
massagens e, principalmente, ervas. Os
chineses, que conhecem quase 6 mil espécies de
ervas, acreditam que há sempre um chá capaz de resolver um problema. Assim, dente-de-leão, que no
Ocidente é considerado capim, para os chineses é um ótimo regulador de
hormônios. Em casos de artrite, a beberagem é uma infusão de angélicas. Já
folhas de cebola são eficazes para estancar hemorragias e
por aí afora. Uma típica
receita de chá combina, em média, de três a quinze ervas, para que uma corte os
possíveis efeitos colaterais da outra.
As grandes farmácias, na China, chegam a aviar 2 mil
receitas dessas diariamente. Com a modernização do país nos últimos anos, algumas
farmácias já estão automatizadas, com máquinas que distribuem as ervas nas
proporções indicadas pela receita, sem contato manual. O uso de ervas na
Medicina oriental não se confunde, porém, com o da homeopatia, modalidade de
Medicina ocidental que também lança mão de medicamentos naturais. Uma erva e uma pílula feita à base dessa erva não são idênticas,
explica Jou. As duas terão o mesmo efeito sobre certo sintoma, já
que os radicais (átomos que determinam as características da substância) de
suas fórmulas químicas
são iguais. Mas a erva, por ter ainda a energia, ou o Qi, agirá sobre as
causas.
Os exercícios físicos também são uma importante terapia para
os orientais. Na Medicina chinesa, movimentar-se é deixar fluir a energia do
corpo e nesse fluir está a
saúde: Assim todas as manhãs, milhões de
chineses podem ser vistos em lugares públicos, praticando sossegadamente o Tai
Chi Chuan (O máximo
do extremo) uma ginástica
que mais lembra um balé em câmera
lenta. Mas o chinês imóvel,
de olhos fechados em plena rua, que de repente faz um movimento brusco, quase
espasmódico, não está fazendo propriamente ginástica. Ele está, isto sim,
exercitando-se nas arcaras artes do Qigong (que significa a técnica da energia e pronuncia-se tchigon), talvez a mais procurada forma de tratamento na China,
depois das ervas.
O roqueiro alemão Kalau certamente foi tratado por um mestre
de Qigong. Os chineses, dizem os mestres dessa espécie de massagem sem força
mecânica, aprendem a acumular energia, a fim de passá-la, através das mãos,
para o corpo da pessoa doente ou com dor. Atualmente, o Qigong já é ensinado
nas faculdades de Medicina tradicional da China, mas durante muito tempo os
seus segredos eram passados de mestre para discípulo, como uma iniciação da
qual, aliás, as mulheres estavam excluídas. Até hoje, só 20 por cento dos
massagistas de Qigong têm formação médica.
É o caso de Kong Li Chi, ex-médico de várias seleções
olímpicas chinesas, que veio ao Brasil em maio último. O Qigong faz parte de
sua vida desde a infância, quando observava o avô materno exercitar-se. Ainda treino de uma a duas horas por dia, conta ele, aos 44 anos. Quem o vê
nesses momentos tem a impressão de que
está apenas fazendo leves movimentos
circulares com os braços. Mas a aparência engana: ao tocá-lo,
nota-se que emprega toda a sua força muscular nesses movimentos. Para manter a
energia que capta com esses exercícios, um mestre de Qigong não pode fumar nem
beber, deve dormir no mínimo oito horas por dia e, se adoecer, mesmo que se
trate de um reles resfriado, não pode fazer a massagem, porque deve passar uma
energia absolutamente saudável para os outros.
A existência dessa energia já foi registrada por aparelhos
sofisticados como os de ressonância magnética, que utilizam ímãs poderosos para
obter imagens do organismo. A Academia de Ciências da China compara a energia
do Qigong à radiação infravermelha de baixa freqüência. Tamanho é o prestígio
do Qigong ali que as grandes estrelas do esporte chinês têm um massagista dessa
técnica em sua equipe. Pois se acredita que o Qigong não só resolve problemas
como distensões e torções mas também elimina dores e dá energia extra para o
atleta competir.
Nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, Kong foi massagista
do ginasta chinês Li Ning. Talvez não por acaso, Li conquistou três medalhas de
ouro e uma de prata, sendo chamado pela imprensa americana de a torre de força. Outras massagens orientais diferem do Qigong por não transferir a energia de uma pessoa para outra e sim
desbloquear a própria energia: e o caso do Shiatsu
e do Do-in este, uma automassagem , já bastante difundidos no Ocidente.
Essas massagens são feitas sobre os meridianos, os
canais por onde, segundo os chineses, passa a energia do corpo.
Existem catorze meridianos principais. Quando a energia se
desequilibra ou fica bloqueada em um deles, então adoecem os seus órgãos
correspondentes. Os chineses acreditam que a aplicação de calor sobre
determinados pontos dos meridianos pode fazer tudo voltar ao normal, por isso
queimam bolas de ervas compactadas, chamadas moxas, sobre a pele. Mas, em
geral, os pacientes preferem as célebres agulhas da acupuntura. Os médicos
ocidentais sabem até por que a acupuntura funciona em casos de dor, pois
constataram que ela ajuda o cérebro a liberar endorfina, o analgésico natural
do organismo.
Associadas a pequenos estímulos
elétricos, durante meia hora, as agulhas permitem que uma mulher suporte uma
cesariana, informa o médico
Jou Eel Jia. O médico paulista Júlio Abramczyk conta, impressionado, que num congresso
internacional de Cardiologia, em Washington, há dois anos, os chineses
relataram um estudo sobre mil casos de cirurgia de troca de válvulas cardíacas.
Em todos eles, sem exceção, a única anestesia usada foi a acupuntura.
Mas ainda não está claro para os ocidentais se e como as
agulhas funcionam em casos que não envolvem dor. Não se sabe, por exemplo, por
que uma agulha espetada no pulso cura bronquite. Para os chineses, esse é um
falso problema: a resposta, como sempre, está no Yin e Yang, os dois pólos da
energia vital, postos em equilíbrio no ponto do pulso correspondente ao pulmão.
Da mesma forma como posso provocar a
produção de endorfinas, posso estimular a produção de qualquer hormônio, desafia Jou. Ele conta que, certa vez, trabalhando no ambulatório de um hospital em São Paulo, espetou duas agulhas numa
mulher que não tinha leite para o filho recém-nascido. Vinte
minutos depois, os seios começaram a
inchar e liberar leite. As agulhas só fizeram
estimular a produção do hormônio
prolactina.
Desde a recente abertura chinesa para o mundo, os próprios
orientais passaram a buscar explicações para a sua Medicina nos conceitos da
Medicina convencional do Ocidente. Da mesma forma, nos Estados Unidos, França e
Alemanha, uma batelada de pesquisas ainda não concluídas trata de observar as
alegadas maravilhas da Medicina chinesa com olhos ocidentais. Uma grande
preocupação dos cientistas é separar nitidamente técnicas médicas de eficiência
comprovada (embora sustentadas em teorias algo nebulosas) da simples charlatanice,
como a que se pratica em certos consultórios de fundo de quintal, a título de
Medicina chinesa.
Fonte: Super
interessante , 13 outubro 1988
Estudo mostra que ibuprofeno e diclofenaco aumentam riscos de AVC
Medicamentos analgésicos usados por milhões de pessoas diariamente têm
sido associados a um maior risco de arritmia cardíaca, o que poderia provocar
um acidente vascular cerebral.
A chance extra de desenvolver a
fibrilação atrial é de 84%, afirmam pesquisadores holandeses.
A arritmia é uma das principais
causas de AVC, pois as câmaras superiores do coração ficam fora de um ritmo
regular e batem muito mais rápido do que o normal, o que faz com que o sangue
se acumule e forme um coágulo.
No Brasil milhões de pessoas com
artrite tomam analgésicos, incluindo antiinflamatórios, como o diclofenaco e o
ibuprofeno. No estudo, a saúde cardíaca de 8.423 pessoas, com idade de 55 anos
ou mais, foi monitorada desde 1990, em Roterdã, Holanda.
Os casos de fibrilação atrial foram
diagnosticados usando gravações rítmicas do coração, enquanto os detalhes dos
medicamentos prescritos foram recolhidos em farmácias. Durante o período de
acompanhamento médio de pouco menos de 13 anos, 857 participantes desenvolveram
fibrilação atrial. Destes, 261 nunca tinham usado antiinflamatórios quando
foram diagnosticados, enquanto 554 já haviam usado, e 42 estavam ingerindo
estes medicamentos no momento da pesquisa.
O uso atual foi associado a 76% de maior risco de fibrilação atrial do que
para aqueles que nunca haviam tomado analgésicos. Idade, sexo e problemas
cardíacos subjacentes foram levados em conta.
Percebe-se que os antiinflamatórios
podem contribuir para problemas de ritmo cardíaco pelo aumento da pressão
arterial como um resultado da retenção de líquidos. Bruno Stricker, do Centro
Médico Erasmus, em Roterdã, disse que a pesquisa anterior tinha mostrado uma
ligação entre fibrilação atrial e esses analgésicos. "Nossos resultados
também sugerem que o aumento do risco ocorre logo após o início do tratamento e
podem desaparecer ao longo do tempo", acrescentou. “Apesar dos
antiinflamatórios não serem muito eficazes para o tratamento da dor, é importante
que ambos os riscos e benefícios sejam considerados cuidadosamente antes de
serem prescritos”.
Só no Reino Unido, no ano de 2010, mais de 17 milhões de prescrições foram
emitidas para analgésicos.
O ibuprofeno pode ser comprado com
farmacêuticos e em supermercados, além de comprimidos contendo diclofenaco em
doses muito mais baixas do que na prescrição. Cerca de dez anos atrás, a droga
anti-artrite Vioxx foi tirada do mercado por conta do aumento do risco de
ataques cardíacos e derrames.
A pesquisa, publicada na revista
médica The Lancet, descobriu que o naproxeno foi o analgésico mais seguro. Os
pesquisadores analisaram também que as doses de analgésicos prescritos pelos
médicos equivalem ao dobro da quantidade diária recomendada para dores de
cabeça e outros males menores.
Fonte: Jornal Ciência - Estudo de
13 anos com 8.423 pessoas mostra que ibuprofeno e diclofenaco aumentam riscos
de ter AVC
Leia mais:
http://forum.noticiasnaturais.com/Topico-estudo-mostra-que-ibuprofeno-e-diclofenaco-aumentam-riscos-de-avc#ixzz3aaXkK1th
Leia mais:
http://forum.noticiasnaturais.com/Topico-estudo-mostra-que-ibuprofeno-e-diclofenaco-aumentam-riscos-de-avc#ixzz3aaXPTMy2
Assinar:
Postagens (Atom)



